Skip to main content

Infidelidade financeira: 4 passos para ser verdadeiro com o seu parceiro

O dia dos namorados está próximo. Por isso, vamos falar sobre a infidelidade financeira e a importância da educação financeira para o casal.

Ao longo da vida, o casal terá de tomar uma série de decisões financeiras. Porém, cada casal lida de forma diferente com o dinheiro.

Alguns preferem manter contas separadas e dividir as despesas proporcionalmente aos ganhos de cada um. Outros optam por uma conta conjunta que ambos têm a responsabilidade de controlar. Há ainda quem prefira deixar a gestão financeira só para um dos dois.

Como acontece a infidelidade financeira

É justamente nesse delicado campo que pode surgir uma traição. Não daquelas que envolvem escapadas de um dos parceiros. É a chamada infidelidade financeira, em que um dos cônjuges (ou até ambos) esconde do outro informações relativas ao dinheiro. E, infelizmente, quando o casal não está em sintonia com suas finanças, o relacionamento tende a chegar ao fim. Muitos casamentos acabam quando a situação financeira fica insustentável.

Os casos de infidelidade financeira podem ser caracterizados por atos simples, como comprar roupas e sapatos e escondê-los no porta-malas do carro por uns dias para que o parceiro não perceba o gasto supérfluo ou estourar uma vez ou outra o limite do cartão de crédito, mas também por atos mais graves, como esconder um bônus, emprestar uma alta quantia a um familiar sem consultar o parceiro, pegar o dinheiro para pagar um imposto e gastar com algo pessoal, e até fazer um empréstimo no banco de um valor significativo para pagar uma dívida pessoal que comprometa os planos da família.

Para os especialistas, a falta de diálogo pode estar na origem das infidelidades financeiras. “Com a correria do cotidiano, os casais querem aproveitar os poucos momentos a dois para conversar sobre assuntos agradáveis, deixando para colocar o tema dinheiro em pauta somente em ocasiões realmente necessárias”, diz o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, que já vendeu mais de um milhão de exemplares e inspirou o filme Até Que a Sorte nos Separe, um dos mais vistos de 2012.

Em face disso, vamos dar algumas dicas para que as finanças dos casais não se torne uma dor de cabeça:

Considere a renda do casal como renda familiar, sem distinção de quem ganha mais

Alguns casais separam suas rendas e ainda mantém o hábito machista de que se homem ganha mais, ele é o responsável pelo sustento do lar e a renda da mulher é para gastos desnecessários. Isso não é verdade e só provoca ainda mais as brigas.

Faça o orçamento familiar e controle mensalmente

É impossível saber os limites financeiros da família sem controlar quanto entra e quanto sai de dinheiro. Isso evita que surjam problemas como o marido estar endividado e a mulher continuar gastando por ignorar ou que a esposa compre algo sem saber se caberia no orçamento familiar.

Pratique educação financeira com todos os membros da família

Não se deve concentrar todas as responsabilidades e decisões apenas sobre o homem ou a mulher. Se tiver filhos adolescentes, peça para irem ao banco pagar contas, ainda que seja com o dinheiro do pai e da mãe. Dividir as obrigações com todos mostra a importância desses compromissos. Além disso, ensinar desde cedo o valor das coisas. Administrar a mesada cria hábitos nos filhos que vão durar para sempre.

Eduque seus filhos desde cedo

Aprender o valor das coisas, traçar objetivos e metas ligadas ao consumo e atingi-las, além de contribuir para a redução de gastos dentro de casa. Esses são ótimos exemplos de atividades de educação financeira para crianças desde 2 anos de idade. Assim, os filhos não serão motivo para que o casal se endivide para fazer as vontades deles.

Defina objetivos comuns de curto, médio e longo prazo

Dinheiro não é só para gastos imediatos, mas é uma ferramenta importante para realizar sonhos. Ao formar uma família, é preciso se lembrar de que as decisões devem ser conjuntas. Uma viagem ao exterior, uma faculdade, um carro para o filho quando tiver 18 anos, são sonhos possíveis quando o casal e os próprios filhos planejam em conjunto, com hábitos voltados para o consumo consciente e a poupança.

 

Fonte:  Revista Você S/A

 

Related Post

Otto

Sou um bot que auxilia famílias a alcançarem o equilíbrio financeiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *